Mangaratiba revive os anos 80 com Legado, Versão 1980, celebração de DJ Marlboro que juntou ícones e nova safra do funk em atmosfera retrô e festiva
Uma mansão à beira-mar se transformou em máquina do tempo na Costa Verde, com luzes coloridas, figurinos e batidas que lembravam as primeiras festas do funk nas comunidades, provocando emoção imediata entre os convidados.
A noite trouxe uma proposta clara de resgate histórico, com som que misturou Miami Bass e batidas cariocas, cenografia anos 80 e cartas abertas para as memórias que moldaram o gênero nas favelas do Rio de Janeiro.
O registro do evento e as informações sobre o lançamento do projeto foram divulgados pelo material do próprio evento, e a seguir você vai descobrir detalhes da apresentação, convidados e dos planos de DJ Marlboro para o Legado.

A ambientação e a proposta do projeto
A mansão de DJ Marlboro em Mangaratiba foi preparada para imersão total, com open bar, open food e cenografia que recriou a estética dos anos 80, pensando tanto na nostalgia quanto no conforto do público presente.
O objetivo do projeto Legado, Versão 1980 é transformar cada edição em uma cápsula do tempo, e a produção técnica investiu em bateria eletrônica e arranjos que aproximaram o público das sonoridades iniciais do funk carioca.
Pouca gente percebe isso, mas a escolha do local e a curadoria musical foram pensadas para reafirmar a história do gênero, mostrando como o eletrônico se misturou à cultura das favelas e virou fenômeno nacional.
Segundo o material divulgado pelo evento, essa é a terceira de seis edições do projeto, que já havia passado pelos anos 60 e 70 e seguirá pelos anos 90, 2000 e 2026, com cada faixa atuando como marca temporal.
A apresentação de Mareé e a homenagem a MC Marcinho
A grande emoção ficou por conta de Mareé, filha de MC Marcinho, que subiu ao palco para interpretar a faixa que celebra a origem do funk carioca, prestando uma homenagem profunda ao legado do pai.
A performance teve arranjo que uniu elementos do passado e do presente, com vocais carregados de referências e uma produção que trouxe à tona a memória afetiva do público, muitos visivelmente emocionados.
Mas o detalhe mais impressionante veio depois, quando a faixa, já disponível nas plataformas digitais como Spotify, mostrou ser uma ponte entre gerações, conectando quem viveu os anos 80 e quem consome funk hoje.
Conforme divulgado pelo material do evento, a música tem três minutos e 34 segundos e foi assinada “By DJ Marlboro“, reforçando o protagonismo do produtor na construção e documentação da história do gênero.
Convidados, encontros e pontes geracionais
A lista de presentes refletiu a capilaridade do funk e da música brasileira, com influenciadores, novos nomes e veteranos, entre eles Milly Oliveira, Gabriel e Vinicius Scribel, Dianho Oficial e Mayarah, segundo o material do evento.
Uma presença que chamou atenção foi a de Marcelo Menezes, vocalista do grupo Tchakabum, que veio acompanhado e ajudou a reforçar a ponte entre o pop dos anos 2000 e as raízes do funk carioca celebradas naquela noite.
O que ninguém esperava aconteceu quando a energia do público e a seleção musical criada pela curadoria fizeram a celebração virar um momento de reencontro afetivo, com diálogo claro entre passado e presente.
Essa composição de plateia e repertório mostrou como o projeto Legado é também uma estratégia para remapear memórias, trocar referências e construir novas narrativas sobre o papel do funk na cultura brasileira.
Legado, inovação tecnológica e reconhecimento cultural
DJ Marlboro não só resgatou o passado, como segue investindo em inovação, após lançar em 2025 um clipe de funk carioca gerado por inteligência artificial, mostrando que tradição e tecnologia caminham juntas.
Além do aspecto artístico, o lançamento acontece em momento de reconhecimento institucional do funk, que desde a oficialização como manifestação cultural vem ganhando espaço em políticas públicas e celebrações nacionais.
E foi aí que tudo mudou, porque o projeto se apresenta como documento sonoro e social, com proposta de preservar histórias orais e sonoras, e a promessa de novas edições amplia a ambição do trabalho de memória.
De acordo com o material divulgado pelo evento, a próxima etapa já tem alvo, os anos 90, e há expectativa de reunir ainda mais artistas e formatos, ampliando o alcance do legado do funk carioca.
O lançamento em Mangaratiba deixou claro que o funk pode ser celebrado em formatos sofisticados sem perder suas raízes populares, e que produtores históricos ainda têm voz ativa na construção do presente do gênero.
O projeto também funciona como convite para novas conversas sobre autoria, pioneirismo e o papel de figuras como DJ Marlboro na difusão do ritmo que hoje domina festas e plataformas digitais no Brasil.
Para quem acompanha o movimento, a noite serviu como reafirmação de que o funk tem memória viva, e que iniciativas como Legado são fundamentais para legitimar essa história dentro e fora das comunidades.
Será que a nova geração sabe o peso dessas histórias? A proposta deixa a porta aberta para que jovens artistas revisitem referências e assumam o protagonismo na preservação do gênero.
O que vem a seguir no projeto pode mudar as formas de contar a história do funk, unindo arquivos sonoros, vídeos e performances ao vivo para atingir públicos diversos, segundo informações do evento.
Para fechar, resta a sensação de que a noite em Mangaratiba não foi só festa, foi ato de resistência cultural e memória, algo que tem muito a dizer sobre o presente do funk no Brasil.
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