Viviane Batidão celebra 2023 como ano de virada para o pop amazônico e antecipa tecnomelody conquistando o Brasil como funk e sertanejo

Bruno Gabriel
5 min de leitura

Viviane Batidão destaca expansão do tecnomelody e promete um show marcante no Festival Psica de Belém, enquanto une forças com Anitta para ampliar a música da Amazônia

Este é considerado o momento decisivo para o pop amazônico, especialmente para o tecnomelody, estilo que vem conquistando espaço muito além das fronteiras da Região Norte. Viviane Batidão, uma das principais representantes do ritmo no Brasil, afirma com convicção que a sonoridade amazônica vai ganhar o país com a mesma força do funk e do sertanejo.

A artista celebra o crescimento da cena regional para um público nacional e internacional, mostrando que a música feita nas periferias do Norte tem identidade própria, potência e charme pop que merece reconhecimento amplo.

As conquistas recentes e a expectativa para o lançamento no Festival Psica, em Belém, em dezembro, marcam o que Viviane chama de auge de sua carreira e a chegada definitiva do tecnomelody ao centro das atenções culturais brasileiras, conforme informação divulgada pelo g1.

Do Norte para o Brasil: o tecnomelody ganhando reconhecimento

Viviane Batidão tem sido peça chave na ampliação do alcance do tecnomelody, ritmo que tradicionalmente circula em aparelhagens e bailes da Amazônia, mas que agora conquista palco em grandes festivais nacionais. A artista vê uma evolução histórica, comparando a expansão do tecnomelody à popularidade massiva que o funk e o sertanejo alcançaram no país.

Ela explica que a música da Amazônia é pop, potente e autêntica, e que o Brasil está finalmente preparado para conhecer e se apaixonar pelo ritmo genuíno da região. Entre os avanços de 2023, estão um álbum de estreia, o “É Sal”, que reúne nove faixas marcadas pelo tecnomelody realçado por elementos do rock doido e pela cultura do Pará.

“É Sal”: álbum que reafirma a identidade amazônica

“É Sal” representa um novo ciclo para Viviane, aproveitando para integrar fortes parcerias, como com Pocah, Priscilla Senna, Suanny Batidão e Japinha. A faixa “Mulher Gostosa”, feita com Pocah, virou um dos destaques do repertório, abordando temas de autoconfiança e orgulho periférico com muito impacto.

Outras músicas reforçam o elo com o Nordeste e a Amazônia, como “Só no Pará”, com letras que exaltam a floresta e o povo amazônico. Viviane deixa claro que a cultura da região é, acima de tudo, pop, e que esse reconhecimento é uma conquista de trabalho duro e resistência.

Parcerias de peso e o momento de ascensão

Além da trajetória solo, Viviane já participou de projetos importantes ao lado de artistas como Anitta, cuja presença ao seu lado em eventos como a COP30 e o Global Citizen impulsionou ainda mais o movimento. A expectativa para o lançamento do feat com Anitta é vista como a realização de um sonho pessoal, consequência do reconhecimento nacional para a música amazônica.

Essa parceria simboliza a virada definitiva na percepção do Brasil sobre a região, evidenciando o talento e a diversidade cultural que o Norte oferece. Viviane lembra que tudo isso acontece graças à persistência da cena local, que sempre manteve sua independência e autenticidade.

Festival Psica e os próximos passos rumo à consolidação

Em dezembro, no Festival Psica, Viviane promete apresentar um dos shows mais energéticos e representativos da sua carreira, em um palco situado no coração histórico de Belém. O evento gratuito será uma grande vitrine para o tecnomelody, o brega e o rock doido, estilos que ela ajudou a popularizar, enfrentando resistências e preconceitos.

Viviane destaca que o Pará não está simplesmente na moda, mas sim sendo finalmente reconhecido como uma potência cultural, que sempre existiu e que agora está visível para todo o Brasil, não apenas pela música, mas também pela culinária, dança e moda.

Com um olhar para o futuro, a artista prepara o lançamento de seu próximo trabalho e a aguardada colaboração com Anitta, confiando que essa nova etapa marcará o início de um ciclo ainda maior para o pop amazônico em território nacional.

Compartilhar Artigo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *