Andressa Urach surge como MC Ímola e abraça o funk proibidão em nova fase da carreira marcada por liberdade e provocação
Andressa Urach, que há 20 anos chama atenção da mídia e do público, inicia uma nova etapa artística adotando o nome MC Ímola e mergulhando no funk proibidão, gênero que ela associa à alegria e à liberdade. Conhecida por sua personalidade forte e sem filtros, a artista agora prepara um repertório com cerca de 20 músicas para estrear oficialmente nos palcos, buscando consolidar um trabalho mais estruturado e autoral.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Urach fala com sinceridade sobre sua reinvenção, rompe com o passado religioso e explica que a figura da Ímola é uma extensão dela mesma para atuar sem medo ou preconceito. Ela também comenta seu desejo de que sua vida seja retratada no cinema por atrizes como Juliana Paes ou Luana Piovani, e reafirma seu compromisso em bater de frente com as convenções sociais, especialmente no que diz respeito à sexualidade feminina.
Confira a seguir os principais trechos da conversa na qual Andressa Urach explica sua conexão com o funk, fala sobre o conteúdo explícito que adotou, suas inspirações, e revela planos futuros, além de destacar sua postura firme diante das críticas e polêmicas que a acompanham.
De vida religiosa restrita à liberdade no funk proibidão
Andressa explica que viveu anos muito religiosos, em que sentia que muitas coisas eram proibidas, e que hoje encara a fé de forma mais interna e livre. Ela afirma: “Deus está dentro da gente, não num CNPJ ou num tijolo”. Essa transformação a permitiu sentir-se finalmente livre para cantar, especialmente no funk, que associa a alegria e à ausência de frescura para dançar e falar sem medo sobre temas tabus.
Ao criar a personagem MC Ímola, presente em seu livro Morri para Viver e que virou meme, Andressa encontrou uma forma de atuar no palco sem limites, incorporando um lado mais agressivo e sem pudores, inclusive com palavrões e letras que falam de temas íntimos. “Estou aqui para afrontar”, declara ela.
Planejamento e repertório para a estreia oficial
MC Ímola não quer uma estreia apressada. Andressa finaliza músicas e prepara um repertório robusto, pretendendo lançar pelo menos 20 faixas no Spotify antes de iniciar os shows ao vivo. Ela valoriza a conexão verdadeira com o público e diz que, embora já tivesse uma carreira musical anterior mais corrida, agora busca construir algo mais sólido, que as pessoas possam cantar e se envolver.
Sobre críticas ao seu tom vocal, Urach responde com bom humor e aponta que muitos artistas famosos usam playback em quase tudo, e que ela não seria pioneira se desse esse passo. Para ela, o importante é a autenticidade do trabalho.
Afrodisíaco para a polêmica e empoderamento sem censura
Conhecida por sua postura irreverente, Andressa não foge das polêmicas. Ela provoca ao dizer que gosta de afrontar, e chega a mencionar uma possível candidatura a deputada federal para representar prostitutas no Brasil, causa que acredita ser negligenciada. Por fim, destaca que hoje está focada no funk para levar sua mensagem de liberdade.
Em relação ao passado evangélico, ela confessa que a nova fase seria considerada um pecado pelas religiões tradicionais, mas reafirma que continua amando Jesus, embora não siga mais a religião institucionalizada. O funk é um espaço que representa para ela a quebra de padrões.
Vida pessoal, conteúdo adulto e desejo de ser eterno na cultura pop
Andressa Urach admite manter plataformas como OnlyFans e Privacy, de conteúdo adulto, ajudando-a a se sustentar financeiramente. Ela revela que investiu esse dinheiro e hoje possui oito imóveis e dois carros declarados no imposto de renda.
Entre outras declarações, comenta que não se importa com as reações negativas de famosos com quem já se envolveu, pois preza pela verdade. Também manifesta esperança de que homens evoluam no entendimento do prazer feminino e mostra desejo de que sua vida seja retratada em filme por atrizes como Juliana Paes ou Luana Piovani, reforçando sua busca por ser uma figura icônica e empoderada.
Por fim, ela reconhece que sua “loucura controlada” atrai o carinho de muitas pessoas, sobretudo mulheres que desejam se libertar como ela, e que sua capacidade de se reinventar constantemente mantém o interesse do público ativo.
(Fonte: Folha de S.Paulo, reportagem por Ana Cora Lima)
